segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A Rosa


Sábado ensolarado, é dia de ir á feira.A menina logo levanta com o cheirinho do café e animada se arruma, ela gostava de acompanhar a mãe nas compras, pois quando sobrava um dinheirinho levavam alguns biscoitos amanteigados e outro motivo era a banca de flores onde sempre passava ao fim das compras.Ela admirava com os olhos iluminados toda aquela diversidade de cores e perfumes.A dona da barraca, uma senhora de cabelos muito pretos e escorridos com a tez azeitonada, já notara seu interesse pelas rosas, tanto que lhe ofereceu uma:
- Pode pegar uma filhinha.
A menina encolheu os ombros respirando fundos, os olhinhos agora arregalados de felicidade brilhavam mais que um par de diamantes.
- Posso mesmo?Indagou a menina.
- Claro!Só tome cuidado com os espinhos.
Mal ela acabara de falar a menina espetou o dedo em um dos espinhos e sem entender perguntou:
- Moça, como pode tão bela flor ter tantos espinhos?
E com um doce olhar e sorriso nos lábios a senhora respondeu:
- De fato é muito bela, mas é também muito sensível.Por isso os espinhos, para protegê-la dos perigos naturais.
E assim a menina seguiu feliz e cautelosa com sua rosa para casa.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Bifurcação


Numa bela manhã eu seguia uma estrada,
Até me deparar com uma bifurcação.
Qual delas traria a felicidade esperada?
Encontrei-me numa indecisão...
Escolhi a da direita,
Não que a esquerda seja a errada,
Mas a vida está à espreita
E o tempo, esse não para.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Baile de máscaras


A avenida estava lotada, pessoas por toda parte, ao fundo tocavam as marchinhas que faziam todos pular e cantar com suas fantasias e máscaras.E lá estava ela, em meio à multidão, a sorridente Colombina que se encontrava logo atrás do bloco.Ela observava todas aquelas máscaras que ocultavam a real natureza dos foliões e refletia,
Quantas histórias de alegrias, tristezas, corações partidos, encontros e desencontros não estavam ali detrás...
A marchinha e as vozes foram ficando distantes.Seu pensamento foi de encontro a outros carnavais e ela lembrara de uma máscara específica;
Aquela que trazia um grande sorriso estampado e um pouco acima um chapéu com guizos que pendiam em três das seis pontas coloridas.Lembranças boas e outras doloridas...
Até que refrescantes gotas d’água tocaram seu rosto, quase que lavando sua alma, e uma serena voz em sua mente disse:
- Segue o bloco que o carnaval continua.